Arlindo - Ilustralu
Nome Nacional: Arlindo
Editora: Seguinte
Páginas: 200
Escritora: Ilustralu - Luiza de Souza
Leitura: Fácil
Classificação: 4.5/5
Tempo lendo: 13/01/2023
Sinopse: Arlindo é um garoto cheio de sonhos e vontade de encontrar seu lugar no mundo. Tudo o que ele quer é seguir sua vida de adolescente na cidadezinha onde mora, no interior do Rio Grande do Norte. Ele aluga filmes na locadora com as amigas todo sábado, sente o coração bater mais forte pelas primeiras paqueras, canta muito Sandy & Júnior no chuveiro, e ainda cuida da irmã mais nova e ajuda a mãe a fazer doces para vender.
Por mais que ele se esforce e dê o seu melhor, muita gente na cidade não aceita Arlindo ― o que traz uma série de problemas na escola e até mesmo dentro de casa. Aos poucos, porém, ele vai perceber que vale a pena lutar para ser quem ele é, ainda mais quando tem tanta gente com quem contar.
Com um traço divertido, cores vibrantes e um monte de referências aos anos 2000, esta história em quadrinhos que já conquistou milhares de fãs na internet fala sobre encontrar forças nas pessoas que a gente ama e dentro de nós mesmos.
Resenha:
Quando eu conheci Ilustralu na CCXP de 2022 eu fiquei roxa de vergonha. Era a última de uma fila em que várias pessoas queriam entrar para tirar foto e pedir autógrafo, mas não daria tempo de atendê-las. A pessoa da minha frente chorou enquanto agradecia ela por ter escrito Arlindo, porque o livro a ajudou a se assumir pra família.
E eu... bom, eu já havia visto alguns trechos de Arlindo no twitter e esse também é o nome do meu avô, por isso quis comprar o livro e pedir o autógrafo da autora, mas estando por alguns minutos na fila, pude ver quantas pessoas já haviam sido impactadas por essa história.
Li Arlindo de uma vez, indo pra praia de São Sebastião, e não poderia ter sido melhor, que história sensível, que personagem encantador! Ao mesmo tempo que não peguei todas as referências a Sandy & Junior e aos anos 2000, eu pude sentir a nostalgia de ir a Lan Houses, como quando eu ia no Paraná ou usar o MSN, como eu fazia com a Cibele quando ela vinha dormir em casa.
Fora toda a brasilidade que permeia a história, a forma como o quadrinho trata de liberdade transcende a comunidade LGBT+ e se expande até para a mãe de Arlindo. Não poderia ter havido final melhor para essa trajetória. Uma mulher que ama os filhos, mas que acima de tudo busca pelo respeito que merece.
Essa é com certeza uma história para reler em momentos em que a gente fica se sentindo errada em existir e precisa entender quem gosta da gente de verdade. Quero ler de novo logo, só pra história criar novas referências na minha cabeça.
Tá tudo bem. E quando não tá, é porque ainda vai ficar. As vezes tudo o que a gente precisa é dessa esperança.



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